domingo, 10 de junho de 2012

Jogos eletrônicos sofrem preconceito.



 Os jogos eletrônicos desde sua criação vêm despertando o interesse da sociedade como forma de diversão e entretenimento. Em seu inicio foram tidos como jogos infantis, mas com o passar dos anos ganharam espaço e grande interesse das diversas faixas etárias¹. Hoje já é considerado legalmente como forma de arte nos EUA.
Apesar de seu crescente sucesso têm sido alvo de preconceito quanto ao seu conteúdo. Em 2007 a venda e comercialização dos jogos Conter-Strike e EverQuest foi proibida em território nacional brasileiro.
De acordo com o juiz Carlos Alberto Simões os jogos "trazem imanentes estímulos à subversão da ordem social, atentando contra o Estado democrático e de direito e contra a segurança pública, impondo sua proibição e retirada do mercado".
No texto citado pelo juiz podemos ver que sua decisão tem base na suposição de que os jogos tem poder de influencia sobre os jogadores. O que não têm nenhuma base cientificamente comprobatória. De acordo com a ESA (Entertainment Software Association) não há nenhuma pesquisa cientifica que valide a conexão entre computadores e vídeo games com crimes violentos. Ao invés disso há vários pesquisadores respeitados que concluíram que não há essa ligação.
Acima disso, presente em nossa constituição, a liberdade de expressão nos dá o direito de manifestar livremente opiniões, ideias e pensamentos. Assim como nos filmes, livros, peças de teatro e novelas o autor tem o direito de compartilhar a sua arte, por que o tratamento com os jogos seria diferente? Muitos jogos direta ou indiretamente exprimem uma manifestação cultural, artística ou intelectual.
Em 2001 os jogos entraram no sistema de classificação do Ministério da justiça, estipulando assim um limite de idade razoável para qualquer tipo de obra audiovisual. Acredito que essa seja a forma mais adequada de informação e controle de acesso aos jogos. O dever de impedimento ao acesso de conteúdo indevido as crianças e jovens deve ser dado aos pais, tutores ou familiares.
Acredito que a educação seja a chave do combate a violência e não a privação de um direito comum.

[1] De acordo com pesquisas feitas pela ESA (Entertainment Software Association) a média de idade dos jogadores de jogos eletrônicos é de 30 anos de idade e que tem jogado desde seus 18 anos de idade. 




2 comentários:

  1. Quando começo a analisar e refletir sobre determinados assuntos eu lembro da frase do Renato Russo "Ninguém respeita a constituição mas todos acreditam no futuro da nação", na censura aos jogos eletrônicos essa frase se encaixa perfeitamente.

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  2. É interessante que os jogos eletrônicos passem a ser vistos como filmes e programas de tv, com as características de serem liberados e indicados para faixas etárias específicas. Assim, existe a liberdade de escolha que deve ser conciliada com a consciência de cada pai ou responsável na hora de permitir seu filho jogar um jogo.

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